Pianista Antonio Guedes Barbosa

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Antonio Guedes Barbosa interpreta Chopin: Mazurkas Op. 63 n°. 3 e Op. 41 n°. 1

  
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Série Nelson Freire – II


Caros amigos do Blog Zap Músico,

Seguimos aqui com a série do pianista Nelson Freire. Em nosso primeiro post escrevemos uma breve biografia de Freire, e postamos um video de sua juventude, no qual ele toca com muito virtuosismo o Estudo Op. 72 no. 6 de Moritz Moszkowski. Para o post de hoje, selecionamos outra gravação de Freire em sua juventude, na qual ele interpreta a difícil Rapsódia Húngara no. 10 de Franz Liszt (1811-1886). Mais uma vez, a técnica perfeita de Freire impressiona pela leveza e facilidade de seu toque, mas aqui também fica patente seu poder expressivo, especialmente na sua variedade de cores e nos tempos rubato.

Liszt escreveu uma série de 19 Rapsódias Húngaras, nas quais ele utilizou elementos que, em sua época, eram reconhecidos como parte de uma estética musical “autenticamente” húngara. Dentre esses, são importantes o lassam e a friska, respectivamente os movimentos lento e rápido da dança Húngara verbunkos, que também é executada como gênero puramente instrumental. A origem do verbunkos é atribuída ao grupo étnico Romani, popularmente conhecidos como ciganos. Além das seções lenta e rápida, o verbunkos se caracteriza por muita improvisação e por uso das chamadas escalas ciganas, das quais a mais comum é conhecida como escala harmônica dupla (ou escala Bizantina), por ter dois intervalos de segunda aumentada (no exemplo abaixo as segundas aumentadas estão entre mib e fa#, e lab e si).

Escala “Cigana”

Liszt incorporou todos esses elementos em suas Rapsódias Húngaras, para dar um “sabor” húngaro às suas Rapsódias. Naquela época, a burguesia húngara reconhecia essa estética como uma “autentica” manifestação musical da Hungria, e as rapsódias de Liszt eram entendidas como uma representação em “arte elevada” (música de concerto) das manifestações mais populares dos Romani, pois faziam uso de técnicas e elementos musicais de ambas estéticas.

Abaixo segue o video da Rapsódia Hungara no. 10 de Liszt na magistral interpretação do, então jovem, Nelson Freire. Para ver a partitura da obra, clique aqui.

Gabriel Ferraz, musicólogo e pianista.

  

NELSON FREIRE – Franz Liszt, Rapsódia Húngara no. 10

  
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Série Nelson Freire – I


Caros amigos do Blog Zap Músico. Iniciamos aqui a Série Nelson Freire, que vai inaugurar os posts sobre grandes pianistas clássicos da atualidade e do passado. Nessa série, nosso objetivo é organizar e disponibilizar vídeos de diversos momentos da bem sucedida carreira de Freire e tecer curtos comentários sobre as obras executadas, disponibilizando as partituras quando possível. Introduziremos o primeiro post com algumas notas biográficas importantes, apenas para situar o leitor, após as quais postaremos a partitura e o vídeo do Estudo Op. 72 no. 6 de Moritz Moszkowsky, a obra escolhida para o post de hoje.

Pequena nota biográfica
Hoje com 67 anos de idade (n. 18 de outubro de 1944) Nelson Freire é o pianista brasileiro de maior aclamação internacional, tendo tocado nas salas de concerto mais importantes do mundo e tendo sido acompanhado por grandes orquestras, como a Filarmonica de Berlim, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Nacional da França, a OSESP, e as orquestras mais importantes dos Estados Unidos, como as Sinfônicas de Boston e Chicago, dentre muitas outras. Dentre os regentes com quem trabalhou, constam nomes como Pierre Boulez, Lorin Maazel, Charles Dutoit, Kurt Masur, André Previn, Valery Gergiev, Rudolf Kempe, Seiji Ozawa e Riccardo Chailly.

Freire foi criança prodígio, e deu seu primeiro recital aos 4 anos de idade. Suas professoras mais importantes no Brasil foram Nise Obino e Lúcia Branco, que haviam sido alunas de um aluno de F. Liszt. Em 1957, com apenas 12 anos, Freire ganhou o Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, e o governo brasileiro lhe deu uma bolsa para estudar em Viena com o renomado professor Bruno Seidlhofer, que foi também professor de Friedrich Gulda. Sete anos mais tarde, Freire ganhou a medalha de ouro na Competição internacional Dinu Lipatti, em Londres, e o primeiro prêmio na Competição Internacional Vianna da Motta em Lisboa. Após vencer essas duas competições, Freire lançou uma sólida carreira internacional, que vem sendo uma das mais bem sucedidas entre músicos brasileiros.

Abaixo segue o vídeo do Estudo Op. 72 no. 6 de Moritz Moszkowsky, gravação que Nelson Freire realizou ainda muito jovem. Apesar desse estudo não constar entre os mais difícies do repertório pianístico, a gravação de Freire impressiona pela desenvoltura e fluidez técnica, além da clareza com que se ouve cada nota, que, ao lado do seu lindo som legato, são características marcantes do pianísmo de Freire. Para acessar a partitura, clique no link a seguir: Estudo Op. 72 no. 6

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Gabriel Ferraz, musicólogo e pianista.

 
 

NELSON FREIRE – Moritz Moszkowsky, Estudo Op. 72 no. 6

  
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